terça-feira, 21 de dezembro de 2010

?

Talvez eu tenha um motivo para voltar a escrever, ou é obra do destino.

Uma pessoa com grande iluminação, já me dizia que eu teria o dom de usar bem as palavras, mas ainda acho que sou “menos pior” falando do que escrevendo, mas enfim, tentarei novamente, talvez o que me falta é exercitar.

Depois de literalmente revirar um blog, com textos incríveis, essa vontade de escrever novamente tomou conta de mim, e, por sinal, venho me sentindo inspirada nos últimos dias. Inspirada nos últimos dias? É, isso aí mesmo. Uma série de coisas vem acontecendo em minha vida, certo que eu estou saindo daquela fase que nem eu agüentava mais, simplesmente me sentia perdida no mundo, ao menos espero que eu esteja saindo. Pronto, acabei de me livrar dela. Bem que eu queria que fosse assim, mas aos pouco eu supero.

Não sei exatamente como eu me permiti chegar a esse ponto, de me sentir assim, mas para ser bem sincera, mesmo eu sempre querendo ter o controle de tudo, eu nunca consegui. Não consigo nem me controlar as vezes, quem diga então controlar o resto...Passei por um tempo, desconectada de certas coisas, que no entanto foi bom, mas por outro lado eu não precisaria estar desconectada, somente ausente estaria bom.

Hoje, no twitter do Jô Soares, li uma frase que me fez pensar, de novo novo novo neste assunto que me atormenta (mesmo já tendo lido mil vezes) - Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão. Chico Xavier - , então eu paro e começo a analisar a minha vida, tentando ser o mais sensível possível e entender o porquê de cada pessoa que está presente em mim, volto um pouquinho e penso na parte da minha vida que estive desconectada, naquele tempo tudo era tão bom e perfeito, que cheguei a pensar que seria pra todo o sempre, mesmo sabendo que teria um fim. Enfim, teve sim um fim, e foi aí que na hora de voltar para a realidade me senti estranha, parecia que já não conhecia mais as pessoas que eu sempre amei (fora minha família, é claro) e as conversas eram diferentes, os nomes eu já não ligava as pessoas.

O tempo foi passando e com ele eu mudei, resolvi passar hidratante todos os dias, e sair de casa, com as pessoas que eu amo, conhecer gente e colocar cartão no meu celular. Talvez parte disso eu já fazia, mas desta vez era com outra intenção, queria mesmo era me conectar novamente. Agora até já sei como me virar em festas. HAHHA

Ao ler esse texto pela trigésima vez, senti raiva, tentando encontrar palavras para finalizá-lo, tive uma forte vontade de apagar tudo, letra por letra, mas enfim, de algum modo senti muita vontade de escrever sobre isso.

E é claro, não posso esquecer de agradecer quem me fez ter novamente este gosto por escrever, T. Frederico.

Um comentário:

  1. Eu ia mesmo fazer um trabalho agora - não um trabalho da macumba convencional, mas de faculdade simplismente-, foi então que Gabriele escreveu. Mas ela escreve? Sim, porque pra isso basta sentir vontade, querer expressar qualquer algo que precisa vir à tona. Engraçado que eu não sentia como se conhecesse a pessoa que escreveu o texto, uma realidade tão estranha, sentimentos tão opostos àqueles que eu presencio e você me surpreendeu.
    Também não sei quem foi que mereceu tamanha atenção que te fez revirar os escritos, nem mesmo que é o tal Frederico, mas deve ser bom, deve valer sua causa pra algo.
    Por fim, é por isso que tua pele é tão gostosa, e você tem twitter e toda essa parafernália virtual, salve conexão! Você já sabendo se virar em festas é ótimo, ou seja, sabendo olhar os rapazes sem o namorado perceber ou coisas do gênero. Bem, qual é teu número do celular?

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